Liberdade

O preço de não interrogar suas angústias é adiar a própria liberdade.
A angústia é como um sinal -longe de ser apenas negativa- ela é um sentimento que aponta um conflito, sinalizando de que algo precisa ser encarado, não fugido. Interrogá-las não é confortável.
É doloroso reconhecer feridas antigas, mas não interrogar essas emoções significa, muitas vezes, repetir padrões, carregar dores desnecessárias e permitir que outros ou o acaso decidam o seu destino, perpetuando dependências e adiando a construção de uma vida livre.
Fugir do desconforto emocional e de perguntas profundas sobre a própria vida resulta na perda da autonomia, mas é justamente nesse desconforto que a liberdade começa a nascer. Liberdade de dizer “não” quando é preciso, de se permitir mudar de rota, de estabelecer limites, de encerrar ciclos que já não fazem sentido.
A vida pede coragem para ser questionada e cada pergunta que fazemos a nós mesmos abre um espaço interno onde a liberdade pode respirar. Quando silenciamos nossas próprias inquietações, trocamos a chance de viver por inteiro por uma sobrevivência automática.
Você não precisa ter todas as respostas hoje, mas precisa começar a perguntar. O silêncio diante da angústia não é paz, é apenas adiamento. E toda liberdade adiada tem um preço: o de viver um pouco menos sendo quem você realmente é.



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