Diagnóstico: Ser humano

Na psicanálise, especialmente a partir de Lacan, o que se revela é que o sofrimento não é exceção, é constitutivo do humano. Ou seja, o sofrimento é característico e faz parte da estrutura humana, e não porque há algo “quebrado” em você.
Não se trata de curar o humano de ser humano, mas de possibilitar que cada um encontre uma maneira própria de sustentar sua existência, de se responsabilizar por seu desejo e de fazer algo com aquilo que lhe falta. Nesse diagnóstico não há sentença, há reconhecimento. Não há normalidade a ser alcançada, há um enigma a ser habitado. E talvez seja isso que mais nos aproxima de nós mesmos: compreender que, no fundo, o que nos “define” não é um transtorno, mas a própria experiência de ser.
Você sente falta e angústia → humano
Você se sente perdido → humano
Você não sabe o que quer → humano
Você deseja e se contradiz → humano
E em vez de corrigir isso, a psicanálise convida a escutar isso.
Como disse Jung: “Mostre-me um homem são e eu o curarei”.
Sendo a cura um processo contínuo de autoconhecimento, não um estado final.
Isso é SER HUMANO!



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